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Carlos Guimarães Pinto: “Só neste século, Portugal já recebeu cerca de 60 mil milhões de fundos europeus”

União Europeia
O que está em causa?
Com dúvidas sobre a execução dos fundos europeus, o novo Governo continua a manter o tema atual nas discussões parlamentares. Esta quarta-feira, Carlos Guimarães Pinto, deputado liberal, escolheu discutir o tópico com outro ângulo: "Só neste século, Portugal já recebeu cerca de 60 mil milhões de fundos europeus." É verdade?
© Tiago Petinga/Lusa

Com as preocupações em torno da execução do PRR a chegarem ao novo Governo, e depois de os sociais-democratas defenderem a criação de uma comissão eventual para acompanhamento e fiscalização da execução dos fundos europeus, o deputado liberal Carlos Guimarães Pinto lembrou no Parlamento que, só neste século, Portugal já recebeu da europa cerca de 60 mil milhões de euros. 

As declarações foram feitas no debate da última quarta-feira na Assembleia da República, mas será que estão corretas?

Carlos Guimarães Pinto esclareceu ao Polígrafo que o valor total resulta da soma do saldo líquido (ou seja, do saldo entre o que recebe e o que paga o país para o orçamento comunitário). Só assim é possível chegar ao valor de 60 mil milhões de euros.

Se as contas englobarem apenas os recebimentos, este montante sobe para os 104 mil milhões de euros desde 2001. Se, por outro lado, tivermos em conta os recebimentos da UE desde a adesão à CEE, o cálculo, a preços constantes de 2016, era já de 160.060,4 milhões de euros em outubro do último ano, segundo dados enviados ao Polígrafo pelo Banco de Portugal.

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UE

Este artigo foi desenvolvido pelo Polígrafo no âmbito do projeto “EUROPA”. O projeto foi cofinanciado pela União Europeia no âmbito do programa de subvenções do Parlamento Europeu no domínio da comunicação. O Parlamento Europeu não foi associado à sua preparação e não é de modo algum responsável pelos dados, informações ou pontos de vista expressos no contexto do projeto, nem está por eles vinculado, cabendo a responsabilidade dos mesmos, nos termos do direito aplicável, unicamente aos autores, às pessoas entrevistadas, aos editores ou aos difusores do programa. O Parlamento Europeu não pode, além disso, ser considerado responsável pelos prejuízos, diretos ou indiretos, que a realização do projeto possa causar.

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Avaliação do Polígrafo:

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