"Volodymyr Zelensky recusou utilizar as letras 'V' e 'Z' no seu nome como protesto contra a invasão russa", informa um internauta no Twitter, numa publicação de 15 de abril.

Na partilha é ainda disponibilizada uma suposta futura capa da revista "Time", que será lançada na semana de 25 de abril a 2 de maio, com o presidente ucraniano em grande plano, sentado no habitual cadeirão verde.

Será a capa autêntica? E Zelensky renunciou, de facto, o uso de duas letras do seu nome?

Não, ambas as perguntas têm a mesma resposta: a capa é falsa e Zelensky não eliminou letras do seu próprio nome. Um porta-voz da revista garantiu à "Reuters" que a "imagem não é uma capa autêntica da 'Time'".

Aliás, no site oficial são disponibilizadas todas as capas e até agora, em 2022, em nenhuma figurou Volodymyr Zelensky. Por outro lado, desde que a falsa capa começou a circular, já ficou disponível a revista autêntica e é dedicada ao jogador de basebol Shonei Ohtani.

Quanto à alegação de que o presidente ucraniano eliminou as letras "Z" e "V" do seu nome e apelido, também é falsa. No entanto, é verdade que alguns países que apoiam a Ucrânia têm banido as letras em causa porque se tornaram símbolos de apoio à Rússia e à invasão militar.

Por exemplo, o parlamento da Lituânia proibiu o uso dos símbolos "Z" e "V", o laço preto e laranja da Geórgia e outros símbolos que expressem apoio aos russos. Quem for considerado culpado por promover ou disseminar símbolos da "agressão militar" pode ficar sujeito a coimas entre 300 a 700 euros.

A Letónia aprovou uma lei semelhante e a Alemanha também está a considerar legislação que torne o uso público da letra "Z" um ato criminal.

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