Escolhido por André Ventura para encabeçar a lista de candidatos do partido Chega à Câmara Municipal de Lisboa nas próximas eleições autárquicas, o apresentador Nuno Graciano é considerado pela liderança do partido como alguém completamente comprometido com os valores do Chega.

Confirma-se essa proximidade ideológica?

A avaliar por declarações que fez a 21 de dezembro de 2016, numa entrevista conduzida pelo também apresentador Rui Unas, tudo indica que sim - pelo menos no que respeita a uma das grandes bandeiras de Ventura: o tratamento a dar aos condenados por pedofilia.

Neste particular, Nuno Graciano é ainda mais radical do que o próprio André Ventura. Confrontado por Rui Unas sobre o facto de não se inibir de dar as suas opiniões em direto enquanto apresenta programas, o ex-apresentador da SIC e da CMTV deu o exemplo de um tema acerca do qual não consegue deixar de emitir juízos opinativos: "Eu detesto pedófilos. Sou a favor da pena de morte para os pedófilos".

Perante as reservas demonstradas por Rui Unas, Nuno Graciano foi mais além, colocando o próprio regime democrático em causa: "O pior inimigo da democracia é a democracia, é o excesso de democracia à vontadinha, à vontadinha, a liberdade, a libertinagem, estás a perceber? Eu tenho duas filhas; eu não tenho dúvida nenhuma de que hoje, com aquilo que já estudei sobre esse caso, com psicólogos e psiquiatras que já convidei para falar em programas meus que na televisão têm uma postura mas que particularmente comigo têm outra. E o que me dizem é que um pedófilo não se consegue tratar. É intratável (...) não tenho de levar com doentinhos mentais e pagar com os meus impostos os doentinhos mentais nas cadeias o resto da vida cheio de coisinhas de bem-estar, de benesses e que cinco ou seis anos depois saem e voltam a fazer a mesma merda".

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Avaliação do Polígrafo:

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