"Para que servirão estas 1.700 garrafas? Provavelmente para qualquer festa de lançamento de campanha? Talvez para todos os turistas que temos no momento em Setúbal? Distribuir pelos trabalhadores da Câmara? Não sei, mas o que sei é que 11 mil euros a muitas famílias ajudava a pôr comida no prato", acrescenta-se no texto da publicação, mostrando uma imagem do registo do suposto contrato de aquisição de garrafas de vinho moscatel no portal Base.

Esta alegação tem fundamento?

Sim. Consultando o portal Base verifica-se que o contrato existe e os dados estão corretos.

No dia 1 de março de 2021 foi celebrado um contrato por ajuste direto, entre a Câmara Municipal de Setúbal e a Casa Agrícola Horácio Simões, visando a "aquisição de 1.700 garrafas de moscatel roxo", por um valor de cerca de 11 mil euros.

Questionada pelo Polígrafo, fonte oficial da Câmara Municipal de Setúbal explica que "as garrafas de moscatel foram compradas para oferecer a todos os trabalhadores da Câmara, para ofertas institucionais e para repor stocks dos pontos de venda em espaços municipais".

Em reação à polémica que se gerou nas redes sociais perante tal despesa, aliás, a própria presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, publicou um texto no Facebook, a 7 de março, justificando o sucedido.

"A compra de garrafas de moscatel pela Câmara Municipal de Setúbal suscitou grande 'curiosidade' naqueles elementos das redes sociais que se notabilizam apenas por atacar quem na autarquia tem trabalhado em prol da cidade e do concelho. Já estamos habituados a estes comentários vindos de quem nunca fez nada por Setúbal. Naturalmente, face ao período pré-eleitoral em que vamos entrar, vão-se intensificar estes ataques baixos e reles", escreveu a autarca que, nas próximas eleições autárquicas, devido à limitação de mandatos consecutivos em Setúbal, deverá ser candidata à presidência da Câmara de Almada.

"Para estes profissionais da calúnia e da má língua pouco interessa que as garrafas tenham sido compradas para oferecer a todos os trabalhadores da Câmara, para repor stocks para ofertas institucionais a quem nos visita e para venda em espaços municipais. A verdade pouco lhes interessa. Apenas querem fazer o jogo da calúnia para prejudicar", criticou.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “verdadeiro” ou “maioritariamente verdadeiro” nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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