"Nessa área [da segurança] os portugueses devem orgulhar-se de ter um país que é uma referência de segurança a nível europeu, mundial, que está envolvido solidariamente no acolhimento de refugiados do Afeganistão", começou por referir o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, no XXIII Congresso Nacional do Partido Socialista, que acontece este fim de semana, na Portimão Arena, no Algarve.

No mesmo sentido, o ministro utilizou ainda a "cartada" dos incêndios, referindo mesmo que "estes últimos quatro anos" foram "quatro dos cinco melhores anos de combate a incêndios".

Mas será que Cabrita tem razão?

O Polígrafo consultou o relatório "Global Peace Index 2021" do Institute for Economics & Peace, com dados referentes a 163 países de todo o mundo. De acordo com o referido documento, Portugal baixou este ano uma posição na lista de países mais seguros do mundo e é agora o quarto, logo a seguir à Islândia, Nova Zelândia e Dinamarca.

Quanto ao Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2020, este informa que se registaram em 2020 "os valores mais baixos de sempre de criminalidade participada desde que que há registo nestes moldes, o que constitui uma retoma da tendência de decréscimo verificada desde 2009".

O RASI tem sido publicado anualmente desde 1989, daí o ministro Eduardo Cabrita ter afirmado na apresentação do documento, a 30 de março de 2021, que "neste contexto muito especial, nós registamos os mais baixos índices de criminalidade desde que existe Relatório Anual Segurança Interna, desde que o reporte de dados é feito desta forma sistematizada".

De resto, o mesmo relatório indica que "no que respeita à prevenção e combate a incêndios florestais, o ano de 2020 revelou diminuição no número de incêndios rurais mas aumento da área ardida. Foram registadas 9.690 ocorrências (-1.230) que contribuíram para 67.153 hectares (ha) de área ardida (+25.192 ha). Registaram-se seis vítimas mortais entre operacionais. Comparando os valores do ano de 2020 com a média dos últimos 10 anos, regista-se menos 50% de incêndios rurais e menos 51% de área ardida".

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Avaliação do Polígrafo:

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