"De joelhos, perante um dos pastores e fiéis evangélicos que o foram ver ao Palácio Alvorada, o presidente Jair Bolsonaro ouviu de um deles a afirmação de que a partir deste domingo, dia 5 de abril, dia proclamado de jejum, não haverá mais mortes nem doentes infetados pelo coronavírus", descreve-se na publicação em causa.

"Bolsonaro atendeu o pedido de um pastor e ajoelhou-se com o grupo que fez orações e cantou músicas de louvor. Em silêncio, o presidente ouviu o pastor, em tom exaltado, dizer que, a partir daquele instante, não haveria mais nenhuma morte pela Covid-19 no Brasil, porque o país estaria abençoado por Deus e pelo presidente Bolsonaro", salienta-se.

Confirma-se?

No dia 4 de abril, Jair Bolsonaro anunciou nas redes sociais um jejum religioso contra a pandemia do coronavírus. Em vídeo publicado pelo presidente do Brasil convocou-se "o exército de Cristo para a maior campanha de jejum e oração já vista no país". E destaca-se desde logo que "os maiores líderes evangélicos deste país atenderam à proclamação santa feita pelo chefe supremo da nação".

De acordo com o "El País Brasil", no dia 5 de abril, Jair Bolsonaro particiou numa "roda de orações" pelo fim da pandemia que serviu também como cerimónia de encerramento do jejum.

A cerimónia teve lugar no Palácio da Alvorada, em Brasília, e o presidente ajoelhou-se, acompanhando um sermão proferido por um pastor evangélico. "Em nome de Jesus, eu quero declarar que no Brasil não haverá mais mortes pelo coronavírus", garantiu o pastor. "E aqueles que estão doentes, nos hospitais, sejam curados pelo nome de Jesus".

Jair Bolsonaro tem contrariado as recomendações do Ministério da Saúde do Brasil ao aparecer em público, provocando o ajuntamento de pessoas, numa altura em que o ministro da Saúde, Henrique Mendetta, apela ao isolamento físico/social da população.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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