"CDU Futuru di kunfiansa"; "Bu sabi ma bu pode vota?". Estas são duas das frases que se destacam nos planfetos que estão a ser partilhados nas redes sociais. Não contêm tradução, mas a origem partidária é facilmente identificável. Quer o panfleto da CDU quer o do Bloco de Esquerda, ambos de Sintra, contam com um design igual ao que tem sido distribuído em português. A diferença é que se trata de uma campanha direcionada às comunidades imigrantes, estando a ser repetida em várias línguas.

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Ao Polígrafo, fonte oficial do Bloco de Esquerda confirma a autenticidade da imagem em causa, afirmando que há diversa "informação em crioulo nestas autárquicas", bem como "noutras línguas", com o objetivo de ser distribuída pelos "cidadãos migrantes".

O Bloco acrescenta ainda que a concelhia de Arroios apostou em divulgação nas redes sociais, também ela em crioulo, como pode verificar aqui, e que mesmo em Sintra o panfleto foi distribuído pelas ruas do concelho, sendo acompanhado por um outro, desta feita traduzido para português.

"O panfleto foi adaptado em várias línguas e foi distribuído a nível nacional", acrescenta o partido, que informa que foram feitas "publicações do Bloco nas redes em várias línguas, incluindo crioulo, para publicitar as datas em que as pessoas migrantes se deveriam inscrever para votar".

Questionada pelo Polígrafo sobre a mesma matéria, fonte oficial da CDU confirma que este se trata de um panfleto autêntico, distribuído pela campanha da CDU nas eleições autárquicas deste ano. Além deste, há ainda "documentos noutras línguas", como por exemplo inglês e mandarim, que têm servido para divulgar os candidatos comunistas aos órgãos municipais "em locais onde existem comunidades de imigrantes", de que é exemplo o município de Sintra.

Em suma, a imagem em causa diz respeito a dois panfletos autênticos, atuais e que continuam a ser distribuídos em contexto autárquico. Tanto o Bloco de Esquerda como a CDU confirmam a sua divulgação e acrescentam que não se trata de uma medida unicamente direcionada aos falantes de crioulo a viver em Portugal, tendo sido distribuída em outras línguas pelo resto do país.

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