"Por cá andamos a salvar bancos há anos e a pagar do nosso bolso. Mas lá fora eles não brincam…" Este é o comentário que acompanha a publicação em causa, na qual se destaca o seguinte título: "Banqueiro chinês condenado à morte por crimes de corrupção".

Vários utilizadores do Facebook denunciaram este conteúdo como sendo falso ou enganador. Confirma-se?

De facto, na última semana de 2019, Jiang Xiyun, antigo presidente do banco Hengfeng, foi condenado a uma pena capital por crimes cometidos entre 2008 e 2013, mas a sentença pode ser convertida em prisão perpétua se o ex-banqueiro revelar bom comportamento nos próximos dois anos.

Xiyun foi então condenado à morte por um tribunal chinês por, entre 2008 e 2013, ter transferido para a sua esfera pessoal ações do banco no valor de 754 milhões de yuan, o equivalente a 97 milhões de euros ao câmbio atual.

De acordo com a sentença proferida na quinta-feira, dia 26 de dezembro de 2019, e citada pela Bloomberg, Xiyun também aceitou subornos equivalentes a 7,7 milhões de euros, juntamente com um outro administrador do Hengfeng.

Além de Xiyun, outros três ex-quadros do Hengfeng foram condenados a penas de prisão. O Hengfeng é um banco de média dimensão fundado em 2003 e que foi recentemente salvo pelo Estado chinês, após um agravamento da sua situação financeira. Esteve dois anos consecutivos sem publicar contas.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações "Verdadeiro" ou "Maioritariamente verdadeiro" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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