"A Food and Drug Administration (FDA) não autorizou nem nunca vai autorizar a vacina para a Covid-19", lê-se na publicação em causa, a qual anexa um vídeo de um comissário da FDA em que, alegadamente, informa que as vacinas para o novo coronavírus não seriam autorizadas por essa entidade.

Confirma-se?

O Polígrafo visionou o vídeo em causa, datado de setembro de 2020, que consiste numa sessão da task-force da Casa Branca sobre o combate à pandemia do novo coronavírus nos Estados Unidos. Stephen Hahn, agora ex-comissário da FDA, explicava então como se iria proceder em relação às autorizações das possíveis vacinas para a Covid-19. Importa ressalvar que nessa data ainda não existiam quaisquer fármacos aprovados para a doença.

Contudo, o excerto partilhado nas redes não indica que as vacinas não seriam aprovadas. Pelo contrário, demonstra a preocupação da FDA em aprovar apenas as vacinas que viessem a cumprir todos os requisitos de segurança.

"A FDA não vai autorizar ou aprovar uma vacina que não nos deixe confortáveis ​com a ideia de a administrarmos às nossas próprias famílias. Em nome desta equipa de mais de mil funcionários, quero comprometer-me com os americanos: a FDA não autorizará ou aprovará vacinas contra a Covid-19 que não cumpram os rigorosos requisitos de segurança e eficácia das agências. As decisões para autorizar ou aprovar qualquer vacina ou terapêutica vão ser tomadas por uma equipa especializada da FDA. As nossas decisões serão tomadas com base na ciência e em processos de revisão minuciosos", esclarece Stephen Hahn na sessão.

Na parte seguinte da intervenção, o também médico informa que quando uma farmacêutica concluir que os dados obtidos durante os ensaios clínicos de Fase 3 são adequados para os requisitos da FDA, irão decidir se devem, ou não, solicitar a aprovação ou autorização de emergência.

Essa decisão "será baseada na relação entre os resultados dos ensaios clínicos e os critérios de sucesso estabelecidos pelas farmacêuticas. Mas também é importante ter em conta que esses critérios têm de corresponder às recomendações da FDA. A agência vai receber essa inscrição da vacina e os nossos cientistas vão rever todos os dados: de segurança, eficácia, qualidade da produção e consistência dos dados", sublinha.

Essa decisão, explica, "será baseada na relação entre os resultados dos ensaios clínicos e os critérios de sucesso estabelecidos pelas farmacêuticas".

Hans afirma ainda que antes da discussão para a aprovação dos fármacos "a FDA tem que determinar, entre outras coisas, se os requisitos legais foram cumpridos". "Esperemos que isso seja demonstrado com base em dados consistentes de pelo menos um ensaio clínico de Fase 3, bem desenhado, que demonstre segurança e eficácia de forma clara e convincente", conclui.

"Esperemos que isso seja demonstrado com base em dados consistentes de pelo menos um ensaio clínico de Fase 3, bem desenhado, que demonstre segurança e eficácia de forma clara e convincente."

Em suma, é falso que a Autoridade do Medicamento dos EUA tenha recusado a autorização das vacinas. Aliás, no vídeo da sessão da task-force, a FDA mostra-se disponível para fazer a aprovação dos fármacos se todos os requisitos legais e de segurança forem cumpridos.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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