Está a ser difundido viralmente nas redes sociais, com especial incidência no Instagram e TikTok, um clip de vídeo protagonizado pelo célebre astronauta norte-americano Buzz Aldrin que terá dito que a "aterragem na Lua não aconteceu".

Ou mais corretamente a alunagem no único satélite natural do planeta Terra, pela missão Apollo 11 da NASA, em 1969.

Nas publicações em causa questiona-se: "Quantas vezes é que ele terá que o dizer até que as ovelhas acreditem nele?"

Terá sido tudo uma farsa?

O clip de vídeo retrata um momento de uma conferência realizada em 2015 na Universidade de Oxford, Reino Unido, com a participação de Buzz Aldrin. Questionado por uma mulher na plateia sobre qual foi o momento mais assustador da viagem espacial até à Lua, em 1969, o astronauta - que se distinguiu na História como o segundo ser humano a pisar a superfície da Lua, logo após Neil Armstrong - respondeu da seguinte forma:

"Mais assustador? Não aconteceu."

Na realidade, Aldrin falou durante cerca de uma hora na referida conferência. Analisando a versão integral do vídeo da conferência torna-se evidente que não negou que a missão Apollo 11 em que participou tenha realmente chegado à Lua.

Naquele instante em específico parecia estar a fazer humor e a afirmação de que "não aconteceu" referia-se a não ter acontecido qualquer momento assustador na viagem.

Aliás, na mesma sessão em Oxford, Aldrin acabou por recordar uma situação que afinal até terá sido assustadora, na sequência de outra pergunta de alguém na plateia: quando após terem caminhado pela primeira vez na superfície da Lua, Aldrin e Armstrong descobriram que um interruptor do disjuntor tinha quebrado no módulo lunar.

Em artigo de verificação de factos no "PolitiFact" sobre esta matéria recorda-se que num livro que publicou em 2010, intitulado como "Magnificent Desolation: The Long Journey Home from the Moon", Aldrin descreveu essa situação do disjuntor e confessou que "tremeu um pouco" quando viu que o interruptor estava partido.

Mais, "engoliu em seco" ao aperceber-se de que o interruptor se tinha "desprendido do disjuntor do braço do motor", na medida em que era "o disjuntor vital necessário para enviar energia elétrica no sentido do motor de ascensão" que possibilitaria descolar da Lua e regressar ao planeta Terra.

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