O post exibe uma imagem da escultura e destaca o respetivo preço: 68.963 euros. Surgem também alguns detalhes do suposto contrato, firmado no dia 12 de julho de 2021, com um prazo de execução de 31 dias, visando a "concepção e execução de um monumento em forma de escultura com vista a homenagear os profissionais de saúde e os demais que enfrentaram e enfrentam a pandemia da Covid-19".

Esta informação é verdadeira?

De facto, o contrato existe e pode ser consultado no portal Base. Trata-se de um contrato por ajuste direto celebrado entre a Assembleia Levislativa da Região Autónoma da Madeira (ALRAM) e Martim Oliveira Jardim e Silva Velosa.

Aliás, o monumento já foi criado, instalado junto ao edifício-sede da ALRAM (antiga Alfândega do Funchal) e inaugurado no dia 19 de julho, com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, registada na fotografia da Agência Lusa (autoria do fotojornalista Homem de Gouveia) que ilustra este artigo.

De acordo com uma nota informativa publicada na página institucional da ALRAM, "Marcelo Rebelo de Sousa diz que o monumento representa a 'memória, gratidão e esperança', e salientando que um povo que tem memória 'é grato e nunca perde a esperança'. 'É o primeiro caso de memória em todo o território nacional. A Madeira uma vez mais é pioneira', vincou o Chefe do Estado, perante o monumento de autoria do escultor madeirense Martim Velosa. Na cerimónia estiveram representados, para além das entidades oficiais ligadas à saúde, proteção civil e bombeiros, os profissionais de todos os setores que trabalharam no combate à pandemia e dos setores que continuaram a laborar apesar das limitações impostas pela pandemia".

Por sua vez, segundo reportou a Agência Lusa, o presidente da ALRAM, José Manuel Rodrigues, salientou que a escultura vai "perpetuar para as gerações vindouras aquele que foi o trabalho e a coragem de muitas mulheres e homens que deram e dão o seu melhor para combater esta pandemia. (…) Foram autênticos guerreiros de uma luta contra um inimigo desconhecido, invisível e muito perigoso, que num ápice, paralisou as nossas sociedades e pôs em causa as nossas vidas".

No dia 3 de julho, a ALRAM já tinha anunciado que iria homenagear "com uma estátua os profissionais da linha da frente da Covid-19. (…) Vai homenagear os profissionais de saúde que trabalharam e trabalham na linha da frente do combate à pandemia e na vacinação contra a Covid-19, bem como todos os seus pares que na retaguarda asseguraram os restantes cuidados de saúde necessários, assim como todos os profissionais que enfrentaram a pandemia".

O monumento foi inaugurado a 19 de julho, data simbólica que assinala o 45.º aniversário da instalação da ALRAM, daí também a presença de Rebelo de Sousa.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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