"Este é um país em que esta tal Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de abril distribui casas de renda económica, mas não de construção económica, aos seus altos funcionários e até a uns jornalistas, em que estes últimos, numa atitude de gratidão, até passaram a esconder as verdadeiras notícias e passaram a então 'prostituir-se', na sua dignidade e honra profissional, a troco de participarem, nos roubos de dinheiros públicos, destinados a gente carenciada, mas mais honesta, que todos estes bandalhos", acrescenta-se no mesmo texto, repleto de gralhas, erros ortográficos, vírgulas mal colocadas, entre outras falhas que corrigimos nas transcrições para facilitar a legibilidade.

Há várias publicações nas redes sociais que difundem este texto, atribuindo a respetiva autoria à jornalista e escritora Clara Ferreira Alves. Algumas dessas publicações acumulam milhares de partilhas e comentários.

O problema é que o suposto artigo de opinião de Clara Ferreira Alves, supostamente publicado no jornal "Expresso", na verdade não foi escrito por Clara Ferreira Alves, nem publicado no jornal "Expresso". Trata-se afinal de um texto apócrifo, sucessivamente desmentido pela visada desde há mais de uma década.

"Circula na net como um vírus um texto com o título 'Este é o maior fracasso da democracia portuguesa', falsamente assinado por mim e falsamente publicado no 'Expresso'. O texto começou a circular há cerca de dois anos [2009] e apesar dos desmentidos que entretanto fiz, tanto no programa 'Eixo do Mal' como numa nota nesta coluna, o texto continua a circular e continuo a receber mails tanto de admiradores (!) do texto como de leitores que acham surpreendente o ataque a um amigo meu", escreveu realmente Clara Ferreira Alves, na sua coluna de opinião no jornal "Expresso", edição de 16 de abril de 2011.

Mais de uma década após esse desmentido por escrito, o texto em causa voltou a circular nas redes sociais, tendo sido denunciado por alguns utilizadores do Facebook como sendo falso. E confirma-se que é falso.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Falso” ou “Maioritariamente Falso” nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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