“O que andas a fazer, Costa? ARS Norte deve mais de 100 mil euros aos bombeiros do distrito do Porto”, denuncia-se em publicação no Facebook, denunciada como sendo falsa ou enganadora.
“Há corpos de bombeiros que já têm vencimentos em atraso”, conclui-se.
É então verdade que a Administração Regional de Saúde do Norte está em dívida para com os bombeiros do distrito do Porto, havendo até “corpos de bombeiros que já têm vencimentos em atraso”?
Sim, pelo menos à data em que o post em análise foi publicado. Baseia-se numa notícia da Agência Lusa de 19 de setembro, na qual o presidente da Federação de Bombeiros do Porto, José Miranda, acusa a ARS Norte de não pagar as comparticipações às corporações de bombeiros do distrito do Porto desde junho. A dívida acumulada já ultrapassaria os 100 mil euros.
Segundo a mesma notícia, as dívidas acumularam-se devido aos serviços de transporte de doentes feitos pelos bombeiros, os quais habitualmente são pagos a 60 dias. Naquele momento, em cima dos 60 dias contratualizados, estar-se-ia com mais de um mês de atraso, revelou Miranda, sublinhando o facto de haver corpos de bombeiros com vencimentos em atraso.
Mais tarde, no mesmo dia 19 de setembro, a ARS Norte confirmou à Agência Lusa que os valores estavam, de facto, em dívida, mas garantiu que a iria pagar nos “próximos dias“.
“Informamos que a liquidação da dívida existente relacionada com o transporte de doentes pelos bombeiros está prevista para os próximos dias”, lê-se na resposta da ARS Norte.
No dia 24 de setembro, a ARS Norte confirmou ao Polígrafo que a transferência do dinheiro já tinha sido feita e que o mesmo já chegara às corporações de bombeiros, salvo atrasos bancários.
Independentemente da regularização entretanto realizada, confirma-se que à data da publicação (19 de setembro) a entidade gestora do serviço público de saúde no Norte estava a dever mais de 100 mil euros a várias corporações de bombeiros.
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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.
Na escala de avaliação do Facebook, este conteúdo é:
Verdadeiro: as principais alegações do conteúdo são factualmente precisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações “Verdadeiro” ou “Maioritariamente Verdadeiro” nos sites de verificadores de factos.
Na escala de avaliação do Polígrafo, este conteúdo é:

