O “Campeonato do Mundo 2026” está a ser pródigo em recuperações consideradas já impossíveis. Nos 16 avos de final, a Bélgica venceu o Senegal no prolongamento (3-2), depois de evitar a eliminação in extremis, com dois golos nos últimos cinco minutos do tempo obrigatório (86´ e 89´).
Esta tarde, nos oitavos de final, a reviravolta teve os mesmos números, mas foi consumada nos 90 minutos e depois do segundo golo ter sido sofrido a meio da segunda parte, isto é, o Egito fez o 0-2 aos 67´ – teve, inclusive, oportunidade para fazer o 0-3 – e acabou derrotado com golos dos campeões do mundo aos 79´, 83´ e 90+2´.
É a maior recuperação de sempre na fase a eliminar numa edição do Campeonato do Mundo?
Não. Houve uma reviravolta igual e duas outras ainda mais drásticas.
No ‘Mundial 2018’, oitavos de final, a Bélgica esteve a perder por 2-0 com o Japão (golos aos 48´ e 52´), mas teve ainda força para inverter o resultado no tempo regulamentar: golos aos 69´, 74´ e 90+4´.
Mas as maiores reviravoltas aconteceram em edições muito mais distantes e tiveram como protagonistas Áustria e Portugal, que conseguiram o apuramento mesmo depois de estar a perder por três golos de diferença.
No ‘Suíça 54’, o Suíça-Áustria era um dos desafios dos quartos de final. A seleção da casa chegou a 3-0 nos primeiros 23 minutos, mas os austríacos responderam com cinco golos em sete minutos (25´, 26´, 27´, 32´e 34´). Na segunda parte, ambas as equipas marcaram dois golos, fixando o resultado num insólito 5-7 (ainda hoje o jogo com mais golos na fase final de um Campeonato do Mundo).
Passados 12 anos (‘Inglaterra 66’), Portugal operaria a outra grande inversão de placard em ‘Mundiais’. Nos quartos de final, em Liverpool, os “magriços” foram esmagados pela Coreia do Norte nos primeiros 25 minutos (0-1 ao 1´, 0-2 aos 22´e 0-3 aos 25´). Ainda na primeira parte, Portugal encurtou distâncias (Eusébio aos 27´e 43´). Nos segundos 45 minutos, Eusébio completou o poker (56´e 59´) e José Augusto (80´) deu ainda mais conforto à vantagem portuguesa (5-3).
Desta forma, é falso que a reviravolta da Argentina de hoje frente ao Egito seja a maior na história dos ‘Mundiais’.
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Avaliação do Polígrafo Futebol: