De acordo com os dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística (INE), plasmados nos relatórios sobre "Estatísticas do Emprego", no terceiro trimestre de 2019 registaram-se 3.282,0 milhares de trabalhadores por contra de outrem com contrato de trabalho sem termo. No quarto trimestre de 2015, quando o anterior Governo do PS iniciou funções, registaram-se 2.906,7 milhares de trabalhadores por contra de outrem com contrato de trabalho sem termo.

Ou seja, ao longo da anterior legislatura verificou-se um acréscimo de 375,3 mil trabalhadores por contra de outrem com contrato de trabalho sem termo. Na medida em que o primeiro-ministro António Costa apontou para um total de 386 mil novos postos de trabalho, o aumento ao nível dos contratos sem termo representa 97,2% desse total.

A afirmação em causa do primeiro-ministro António Costa na abertura do debate quinzenal é assim classificada como verdadeira, confirmada pelos dados oficiais do INE. A percentagem indicada por Costa até peca por defeito.

Não obstante, importa ter em conta é que não há dados oficiais sobre o número de contratos com termo de 2015 que terão passado a contratos sem termo em 2019. Esse número - se fosse possível calcular - teria que ser aplicado à percentagem (97,2%) de contratos sem termo no total de novos postos de trabalho criados na anterior legislatura, reduzindo essa percentagem na mesma proporção.

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Avaliação do Polígrafo:

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