"Nós, felizmente, já conseguimos retomar uma taxa de desemprego ao nível em que estávamos antes da crise. Nós já conseguimos ter as empresas portuguesas a exportarem mais do que exportavam em 2019. Nós tivemos no ano passado, em 2021, um recorde de investimento empresarial de mais de 20 mil milhões de euros, só nos primeiros nove meses do ano", afirmou António Costa, no debate de ontem entre os líderes dos dois principais partidos que se candidatam às eleições legislativas.

No que respeita à taxa de desemprego, confirma-se já voltou ao nível pré-pandemia?

De acordo com o último boletim de Estimativas Mensais de Emprego e Desemprego do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgado no dia 7 de janeiro de 2022, a taxa de desemprego em novembro de 2021 "situou-se em 6,3%, menos 0,1 p.p. do que no mês precedente, igual a três meses antes e menos 0,9 p.p. do que um ano antes".

"A população empregada (4.852,8 mil) aumentou 0,3% em relação ao mês anterior, 0,4% relativamente a três meses antes e 3,1% comparativamente a um ano antes. A população desempregada (326,9 mil) diminuiu 0,8% em relação ao mês precedente e 11,1% relativamente ao mês homólogo de 2020, tendo aumentado 0,6% relativamente a três meses antes", informou o INE.

Também de acordo com dados do INE, mas referentes ao terceiro trimestre de 2021, "a taxa de desemprego foi estimada em 6,1%, valor inferior em 0,6 p.p. ao do trimestre anterior, em 1,9 p.p. ao do trimestre homólogo de 2020 e em 0,2 p.p. ao do terceiro trimestre de 2019".

Em suma, a taxa de desemprego está praticamente ao mesmo nível de 2019, quando se cifrou (no conjunto do ano) em 6,5%. A declaração de Costa tem fundamento.

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