Em entrevista ao jornal "Expresso", publicada na edição de hoje, o primeiro-ministro António Costa destacou que "o facto de termos um saldo migratório positivo desde 2017 significa que estamos a aumentar a população ativa, o que também reforça o potencial de crescimento".

Confirma-se? Verificação de factos.

De acordo com os dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística, compilados na base de dados Pordata (pode consultar aqui), o saldo migratório em Portugal foi negativo (-8,3) em 2016, mas passou a ser positivo em 2017 (+5,1) e em 2018 (+11,6).

De facto, Portugal teve um saldo migratório positivo em 2017, pela primeira vez em sete anos, com mais de 36 mil imigrantes a ultrapassarem as quase 32 mil pessoas que deixaram o país.

De acordo com o relatório estatístico anual do Observatório das Migrações referente a 2017, Portugal voltou a ter um saldo migratório positivo, algo que não se verificava desde 2010. Em 2017 imigraram para Portugal 36.639 pessoas, um valor apenas comparável com valores registados na década passada, como, por exemplo, em 2006, quando se registaram 38.800 entradas no país.

Por outro lado, o número de pessoas que deixaram o país também diminuiu, passando de 38.273 em 2016, para 31.753 em 2017, o que, subtraído ao número de pessoas que imigraram para Portugal, dá o saldo positivo de 4.886 pessoas.

No entanto, Portugal continua a ser um país demograficamente envelhecido, sendo o quarto país da União Europeia com maior proporção de pessoas com mais de 65 anos (21,1%), apenas ultrapassado pela Itália (22,3%), Grécia (21,5%) e Alemanha (21,2%).

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