“Acaba de acontecer em Lisboa. Uma equipa do SISE [Serviço de Informações e Segurança do Estado de Moçambique] agride e rapta um cidadão moçambicano, ex-diplomata”, destaca-se numa publicação com vídeo que está a ser partilhada viralmente nas redes sociais.
Realça-se também que serão “os mesmo métodos que Samora Machel ordenou em 1977, quando mataram Ivo Fernandes, secretário da RENAMO em Portugal”.
Posto isto, aconselha-se aos “elementos da diáspora em Portugal” que “fiquem vigilantes, pois como devem saber, a embaixadora Stella Zeca e o cônsul são elementos do SISE a operar em Portugal e na Europa com apoio de algumas associações de moçambicanos (…) que indiretamente apoiam estas acções”.
A história da agressão e rapto é verdadeira?
Não. Na realidade não há qualquer registo de que um ex-diplomata moçambicano tenha sido agredido e raptado por agentes do SISE em Portugal.
Mais, as imagens do vídeo correspondem a um incidente ocorrido no dia 3 de julho, envolvendo ativistas bissau-guineenses e elementos da segurança do Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, durante uma visita privada a Lisboa.
O episódio foi reportado por vários órgãos de comunicação social, tanto em Portugal como entre a diáspora moçambicana.
A estada em Lisboa, a título privado, do Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, foi marcada por incidentes entre um grupo de ativistas e a comitiva presidencial, confirmou à Agência Lusa fonte da Polícia de Segurança Pública (PSP) em Portugal.
Não foi o primeiro incidente deste género envolvendo a comitiva de Embaló. Em Dezembro de 2024, durante um encontro com a comunidade bissau-guineense em Paris, o Presidente teve de ser protegido pelo seu corpo de segurança após ameaças de violência. O caso levou alguns cidadãos a apresentarem queixa à polícia francesa contra elementos da Presidência da Guiné-Bissau, alegando a ocorrência de agressões.
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