“E ainda dizem que não há negócio de animais… Preços cobrados por cada animal do abrigo de Canedo: cães não castrados / não esterilizados, 260 euros; cães castrados / esterilizados, 350 euros; gatos não castrados / não esterilizados, 130 euros; gatos castrados / esterilizados, 175 euros”. Esta é a mensagem da publicação em causa, mostrando uma captura de ecrã a partir de uma página do site holandês que supostamente está a comercializar os animais oriundos de Canedo.

Esta publicação foi denunciada por vários utilizadores do Facebook como sendo falsa. Confirma-se?

Traduzindo o texto em língua holandesa (ou neerlandesa) para a língua portuguesa verifica-se que os valores indicados não correspondem a preços de comercialização dos animais oriundos do abrigo de Canedo. Trata-se, sim, de “uma contribuição para os custos” da adoção dos mesmos.

Os animais do abrigo de Canedo podem realmente ser adoptados por pessoas nos Países Baixos, o que implica uma contribuição monetária (mediante os valores indicados) para que sejam prestados todos os cuidados veterinários necessários e pagar o transporte entre Portugal e os Países Baixos.

Questionada pelo Polígrafo, Berta Brasão, voluntária no abrigo de Canedo, explica que “o animal tem que ir desparasitado, tratado, com as vacinas em dia e, se for caso disso, esterilizado”.

Questionada pelo Polígrafo, Berta Brasão, voluntária no abrigo de Canedo, explica que “o animal tem que ir desparasitado, tratado, com as vacinas em dia e, se for caso disso, esterilizado”.

No texto em língua holandesa sublinha-se também que os animais não podem ser adoptados por qualquer pessoa. Por exemplo, a casa do requerente de adopção tem que ser visitada, com o objetivo de “examinar” ou conferir se o animal em causa poderá adaptar-se às “novas condições de vida”. Mais, avisa-se os interessados que, “se o cão ficar mais de cinco horas sozinho [por dia], a pessoa não é elegível”.

De resto, no site holandês indica-se-se ainda que a associação Dierenhulp Zonder Grenzen, parceira do abrigo de Canedo, procura obter o “máximo de informações básicas” sobre os animais que serão adoptados.

Em suma, a denúncia da publicação sob análise baseia-se em pressupostos falsos.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

Na escala de avaliação do Facebookeste conteúdo é:

Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

Na escala de avaliação do Polígrafoeste conteúdo é:

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