"Esta quinta-feira, o deputado André Ventura voltou a deixar a sua cadeira no hemiciclo do Parlamento vazia. Desta vez, para passear por Itália. Se noutras ocasiões tentou disfarçar as suas ausências, desta vez não foi de todo o caso", denuncia-se na publicação, datada de 10 de setembro.

Na mensagem acusa-se o líder do Chega de "exibir fotografias do seu passeio por Itália nas redes sociais: selfies no avião, fotografias em frente a fontes em Roma, café em Florença e fotografias com uma militante fascista italiana". O autor da publicação sublinha também que "nem um debate sobre o começo do ano escolar demoveu Ventura do seu passeio transalpino".

Esta publicação foi denunciada como sendo falsa ou enganadora. Confirma-se?

Em declarações ao Polígrafo, a assessoria de comunicação do Chega explica que "André Ventura esteve ausente de Portugal e, consequentemente, da Assembleia da República, para honrar compromissos inerentes à sua função de presidente do partido Chega".

"Sendo que estamos a falar de um deputado único é humanamente impossível que André Ventura consiga estar no Parlamento e nos compromissos de cariz partidário ao mesmo tempo", acrescenta a mesma fonte, indicando que "o Regimento da Assembleia da República reconhece isso mesmo, dando, por isso, a possibilidade aos deputados de justificarem as suas faltas".

Em agosto, na sequência do anúncio da viagem à agência "Lusa", Ventura afirmou que o Chega estava "a crescer na direita europeia". O deputado defendeu que "por toda a Europa, os partidos da identidade e democracia (ID) respeitam agora Portugal como um exemplo de crescimento de uma força antissistema". E concluiu: "Eu e Salvini, de mãos dadas, é um sinal para o futuro de Portugal e Itália".

Na respetiva conta no Twitter estão publicadas diversas fotografias de Ventura com o italiano Matteo Salvini, ex-vice-primeiro-ministro de Itália e presidente da Liga Norte (partido político de extrema-direita).

Em suma, é falso que André Ventura tenha faltado ao Parlamento para "passear por Itália". O deputado foi a Itália em trabalho partidário, com faltas justificadas na Assembleia da República.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

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