A 11 de janeiro, André Ventura falava aos jornalistas antes de uma arruada em Viseu. Depois de questionado sobre comentários feitos pelos seus adversários na corrida à presidência da República, Ventura mudou de tema para algo que considerou ser “realista e impactante”: “No Hospital de Santo António, no Porto, onde já não têm dinheiro para comprar macas, andam a comprar espreguiçadeiras.” Será verdadeira esta acusação?
Ventura acompanhou a denúncias com imagens que lhe terão enviadas recentemente, mas estas, ainda que verdadeiras, surgem descontextualizadas. Ainda no dia em o líder do Chega fez a acusação, o Hospital de S. António publicou um esclarecimento onde se lê que o propósito das espreguiçadeiras não era substituir as macas: “Contamos com uma reserva de espreguiçadeiras rígidas, integrada no ‘Plano de Catástrofe’, para situações extremas, como a entrada simultânea de múltiplas vítimas de grandes acidentes ou desastres naturais. Foram adquiridas há muitos anos, mas nunca foram utilizadas.”
O hospital também esclareceu que, independentemente deste “Plano de Catástrofe”, dispõe de “dezenas de macas vagas em áreas comuns e visíveis do piso +1 do Edifício Luís de Carvalho”. Comprovam-no com a fotografia abaixo:
O Polígrafo contactou a campanha de André Ventura, mas não obteve resposta.
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Avaliação do Polígrafo:


