Circulam nas redes sociais várias mensagens que apontam para que o histórico de faltas de André Ventura no Parlamente esteja muito manchado. Do líder mais faltoso ao deputado que mais falta, várias são as acusações partilhadas. O argumento não circula apenas nas redes sociais – em várias ocasiões colegas seus no Parlamento, nomeadamente os da bancada do Bloco de Esquerda, já o utilizaram.

As acusações encontram sustentação nos factos?

O Polígrafo analisou as folhas de presença de 113 reuniões plenárias da XIV Legislatura - ou seja, das sessões entre 25 de outubro de 2019 até 8 de janeiro de 2021 - e calculou o total de sessões em que os deputados não estiveram no plenário. As justificações para essa ausência são diversas, desde ausências em missões parlamentares a faltas justificadas por doença.

Segundo esta análise, André Ventura faltou a dez de 113 reuniões plenárias – 29.ª e 38.ª reuniões da 1.ª sessão legislativa e 11.ª, 12.ª, 16.ª, 17.ª, 28.ª, 30.ª, 35.ª e 36.ª sessões da 2.ª sessão legislativa. Todas estas faltas foram justificadas, nove delas devido a trabalho político e uma devido a doença.

Com este total, Ventura não é, nem de perto, o deputado mais faltoso da Assembleia da República. Esta posição pertence ao social-democrata António Topa, que regista 38 faltas em 113 reuniões plenárias. Segue-se o socialista Paulo Porto, com 28 faltas, e os socialistas João Azevedo e Luís Soares, ambos em terceiro lugar, com 25 ausências.

É preciso atravessar 68 deputados na lista de mais faltosos para encontrar o nome de André Ventura, que partilha o 16.º lugar e as dez faltas com outros 14 deputados, entre eles André Silva, líder do PAN e Rui Rio, líder do PSD.

Em conclusão, é errado afirmar que André Ventura é o deputado que mais falta às reuniões plenárias, registando dez faltas em 113 sessões. O deputado mais faltoso regista 38 faltas no mesmo período.

Avaliação do Polígrafo:

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Falso
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