Entre 2002 e 2013, a Câmara Municipal de Sintra (CMS) foi liderada pelo PSD, com Fernando Seara na Presidência e Marco Almeida na Vice-Presidência. Este último formou depois um movimento independente para disputar as eleições autárquicas de 2013 e voltou a concorrer pelo PSD em 2017, mas foi sucessivamente derrotado por Basílio Horta, do PS, que presidiu à CMS entre 2013 e 2025.
Nas eleições autárquicas de 2025, agendadas para o dia 12 de outubro, está em disputa a sucessão de Horta em Sintra – o antigo fundador do CDS, que transitou para o PS no início da década de 2010, atingiu o limite de mandatos consecutivos nesse concelho. Por sua vez, depois de não ter participado nas autárquicas de 2021, Almeida volta a ser candidato em 2025 com o apoio do PSD, em coligação que junta ainda o Iniciativa Liberal e o PAN.
O contexto é importante para compreender algumas das acusações que foram dirigidas a Almeida no debate entre seis candidatos à Presidência da CMS, ontem à noite (16 de setembro) na SIC Notícias, desde logo no que concerne à política de habitação. “Marco Almeida foi vice-presidente da Câmara de Sintra e teve o pelouro da habitação e nada fez para mitigar o problema” da falta de habitação, assinalou a candidata do Bloco de Esquerda, Tânia Russo. “Não é verdade, sabe que isso não é verdade”, retorquiu o próprio Almeida.
Foi nesse momento do debate que Ana Mendes Godinho, candidata do PS, comentou ironicamente: “Marco Almeida construiu 12 casas em 12 anos.”
Esta alegação tem fundamento?
De acordo com dados da CMS, no âmbito do Programa Especial de Realojamento (PER), entre 2002 e 2013 foram construídos 12 fogos, mais especificamente as Unidades Residenciais de Mira-Sintra.
Ao que acrescem 399 fogos adquiridos no mesmo período e que englobam, por exemplo, “fogos construídos e geridos pela Fundação D. Pedro IV, sem encargos para o Município”.
Mendes Godinho referiu-se à construção e não à aquisição. De facto, a CMS apenas construiu 12 fogos, integrados no parque habitacional público da autarquia. Mas importa ter em conta as aquisições, registadas nas duas tabelas que apresentamos neste artigo.
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Avaliação do Polígrafo:



