“Há uma coisa que tenho que dizer, porque já foi repetida e verificada muitas vezes. No que toca concretamente à despesa com a manutenção dos elevadores não houve efetivamente um aumento”, disse Alexandra Leitão, esta noite, no debate entre quatro candidatos à Presidência da Câmara Municipal de Lisboa, emitido na SIC Notícias.
Na intervenção anterior, Carlos Moedas tinha destacado que a Carris aumentou em 30% o investimento na manutenção, durante o seu mandato, entre 2021 e 2025. Mas o autarca de Lisboa não se referiu especificamente à manutenção dos elevadores ou ascensores. Leitão apontou para essa componente e tem razão.
Entre agosto de 2019 e agosto de 2022, a Carris pagou uma prestação mensal de 24.115 euros à empresa MNTC – Serviços Técnicos de Engenharia pelos serviços de manutenção dos ascensores da Bica, Lavra e Glória e do elevador de Santa Justa. Entre agosto de 2022 e agosto de 2025, essa prestação mensal baixou para 23.653 euros, representando uma diminuição de 2%.
Só em agosto de 2025, cerca de duas semanas antes do fatídico acidente no ascensor da Glória, é que foi estabelecido um contrato por ajuste direto com a mesma empresa, por um prazo de apenas cinco meses, em que o valor da prestação mensal aumentou para 40 mil euros. Tratou-se de uma solução de recurso, após a anulação de um concurso público em que os candidatos apresentaram propostas com valores acima do preço-base definido pela Carris.
Leitão faz um balanço do mandato entre 2021 e 2025, não incluindo esse ajuste direto que só está em vigor há cerca de um mês, pelo que se justifica o selo de “Verdadeiro“.
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