"Maior inflação dos últimos 30 anos: 9,1%. Maior área ardida Serra da Estrela, igual a 4.000 campos de futebol. Maior mortalidade de sempre: 10.000. Maior número de mortalidade de grávidas", enumera-se num post de 10 de agosto no Facebook, remetido ao Polígrafo com pedidos de verificação de factos.

No presente artigo focamo-nos exclusivamente na alegação da "maior mortalidade de sempre", após já termos verificado a matéria da inflação em artigo anterior.

De acordo com o boletim "Estatísticas Vitais - Dados Mensais" de julho de 2022 (pode consultar aqui), divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no dia 12 de agosto, "no mês de julho de 2022, o número de óbitos foi 10.657, valor superior ao registado em junho de 2022 (mais 459 óbitos; +4,5%) e superior ao observado em julho de 2021 (mais 1.850; +21,0%). De janeiro a julho de 2022 registaram-se 74.639 óbitos, menos 1.480 do que no período homólogo de 2021 (-1,9%)".

Ou seja, apesar de o número de óbitos em julho de 2022 ter aumentado 4,5% em relação a junho de 2022 e 21% em relação a julho de 2021, o facto é que o número acumulado de óbitos no ano de 2022 (de janeiro a julho) é inferior (-1,9%) ao registado no período homólogo de 2021. Logo, não estamos perante a "maior mortalidade de sempre".

"Em julho de 2022, o número de óbitos devido a Covid-19 diminuiu para 453 (menos 525, relativamente a junho de 2022), representando 4,3% do total de óbitos. Comparativamente com julho de 2021, registou-se um aumento de 181 óbitos devido a Covid-19", especifica o INE.

"Em julho de 2022, o número de óbitos foi 10.657, mais 459 do que no mês precedente. Comparativamente com o mês homólogo, o número de óbitos aumentou 21,0% (mais 1.850 óbitos). O número de óbitos devido a Covid-19 diminuiu para 453 (menos 525, relativamente a junho de 2022), representando 4,3% do total de óbitos. Comparativamente com julho de 2021, registou-se um aumento de 181 óbitos devido a Covid-19", sintetiza-se no boletim.

"Entre 31 de janeiro e 20 de fevereiro de 2022 (semanas 5 a 7), o número de óbitos foi superior à média dos cinco anos antes da pandemia. Entre 21 de fevereiro e 6 de março (semanas 8 e 9), o número de óbitos voltou a valores inferiores à média do período 2015-2019, tal como já se tinha verificado na última semana de 2021 e nas primeiras quatro semanas de 2022. De 7 de março a 31 de julho (semanas 10 a 30), o número de óbitos semanais situou-se sempre acima da média do período de referência (2015-2019). Na 30.ª semana de 2022 (25 a 31 de julho), registaram-se 2.262 óbitos, dos quais 64 foram devido a Covid-19, representando 2,8% do total de óbitos", informa o INE.

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Avaliação do Polígrafo:

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