"O adjunto para os Assuntos Regionais do gabinete do primeiro-ministro declarou ser licenciado sem ter completado o curso. No despacho de nomeação assinado por António Costa e publicado em 'Diário da República', Rui Lizardo Roque é apresentado como 'licenciado' e, na nota curricular do mesmo documento, é especificado que a licenciatura é emEngenharia Eletrotécnica e de Computadores pela Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC). O 'Observador' apurou, no entanto, junto de várias fontes - incluindo académicas - que o adjunto de Costa nunca terminou a licenciatura", indica-se no texto da publicação em causa.

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Ao ler o texto percebe-se que é integralmente copiado a partir de um artigo original do jornal "Observador", datado de 25 de outubro de 2016. Além do plágio, a publicação em causa não indica a respetiva data, podendo assim induzir os leitores em erro: o caso aconteceu há cerca de três anos e meio, ao que acresce o facto de Rui Roque ter apresentado a sua demissão no mesmo dia em que foi publicada a notícia do "Observador", algo que nem sequer é referido na publicação sob análise.

"Rui Pedro Lizardo Roque apresentou esta terça-feira a demissão de adjunto do primeiro-ministro, 'que foi aceite', informou uma fonte oficial de São Bento. O assessor, que nunca fez a licenciatura que consta no seu despacho de nomeação, apenas completou quatro cadeiras do curso de Engenharia Eletrotécnica na FCTUC. Segundo apurou o Observador, Rui Roque terá concluído apenas as cadeiras de Programação de Computadores, Física I, Estatística e Métodos Numéricos, e Desenho e Métodos Gráficos. A primeira disciplina foi feita em 1998 e a última data de 2002", revelou na altura o mesmo jornal.

Apesar do plágio e da omissão da data, a informação veiculada na publicação não deixa de ser verdadeira.

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