"Foi por isto que o mundo parou", ironiza-se no final da publicação em causa. Assim sugerindo que se a pandemia do novo coronavírus provocou a morte de apenas 0,003% da população mundial, as medidas de confinamento e distanciamento físico/social não seriam de todo necessárias.

Mas os números evocados na mensagem estão corretos?

A atual população mundial é de cerca de 7,8 mil milhões de pessoas, confirma-se, mas o número de casos registados de infeção por Covid-19 até ao dia 31 de maio, ao nível global, é de cerca de 6,2 milhões de pessoas.

Ora, avaliar o grau de letalidade de uma doença com base no total da população mundial, em vez do número de pessoas infetadas, não parece fazer muito sentido e pode induzir em erro.

A título ilustrativo, se um putativo novo vírus tivesse uma letalidade de 100% em seres humanos, mas infetasse apenas a população de uma ilha com cerca de 265 mil habitantes, provocando a morte de todos, seguindo a lógica da publicação sob análise representaria apenas 0,003% da população mundial, logo não seria um vírus com elevada letalidade nem implicaria medidas de prevenção no resto do mundo.

Por outro lado, o número de mortes está errado ou desatualizado, embora a publicação seja recente, de 30 de maio. Segundo os dados mais recentes de 31 de maio, compilados no portal Worldometer (pode consultar aqui), já se registaram 373.668 mortes ao nível mundial, além de 2.783.940 recuperados e um total de 6.257.834 casos de infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2.

Com base no número correto e atualizado de mortes por Covid-19 - 373.668 até ao momento -, conclui-se que representam cerca de 0,005% do total população mundial e cerca de 6% do total de casos registados de infeção.

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Nota editorial: este conteúdo foi selecionado pelo Polígrafo no âmbito de uma parceria de fact-checking (verificação de factos) com o Facebook, destinada a avaliar a veracidade das informações que circulam nessa rede social.

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Falso: as principais alegações dos conteúdos são factualmente imprecisas; geralmente, esta opção corresponde às classificações "Falso" ou "Maioritariamente Falso" nos sites de verificadores de factos.

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