O tema do ambiente tornou-se incontornável na campanha para as legislativas. Nesse particular, o Governo não se tem inibido de puxar pelos galões em variadíssimas ocasiões – e ontem à noite, no debate que o opôs aos restantes líderes partidários, realizado na RTP, António Costa sublinhou de novo o alegado vanguardismo do PS em matéria de protecção do planeta.

Afirmou o primeiro-ministro: “Em 2016 Portugal foi o primeiro país a assumir o objectivo da neutralidade carbónica em 2050”.

Será assim? 

A resposta é positiva.

De facto, Portugal é considerado pioneiro no que respeita à política ambiental. Em 2016, aquando da Conferência da ONU para as Alterações Climáticas, em Marraquexe, Costa assumiu politicamente o desafio de chegar a 2050 com um país descarbonizado.

Para cumprir este objetivo, o Governo criou, em 2018, o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, que apresentou ontem em Nova Iorque no âmbito da na Cimeira da Ação Climática promovida pela ONU, liderada pelo antigo primeiro-ministro português António Guterres.

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No Roteiro em causa, prevê-se que Portugal atinja a neutralidade carbónica em 2050, através da implementação de medidas relacionadas com o aumento da eletrificação da economia para 65%, da produção de energia solar, a redução das emissões de gases com efeito de estufa da indústria em 70% ou de resíduos urbanos em 25%.

O roteiro refere também que a próxima década será decisiva para Portugal, com mais setores da economia a usarem-se a eletricidade produzida a partir de energias renováveis como fonte energética, de modo a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa entre 85% a 99% em relação a 2005.

Pretende-se que, em 2030, 80% da energia produzida venha de fontes renováveis, chegando aos 100% progressivamente vinte anos mais tarde. A redução de emissões de gases com efeito de estufa mais significativa deverá ocorrer entre 2020 e 2023.

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