Uma das grandes apostas de Carlos Moedas durante a campanha eleitoral foi assegurar que os lisboetas sabiam o que Fernando Medina não fez pela cidade a que presidia. Já quanto àquilo que fez, Moedas garante que vai reverter. Começando, por exemplo, com a ciclovia da avenida Almirante Reis.

Sem presença destacável no programa eleitoral, esta é uma promessa a cumprir por Moedas, que muito se debruçou sobre os problemas ligados às ciclovias na cidade de Lisboa. Mas não é a única. Ao nível do empreendedorismo, o novo presidente da Câmara Municipal de Lisboa quer criar uma "fábrica de unicórnios" para as startups lisboetas. Mas é na habitação que os jovens acusam Moedas de estar a sonhar.

Convicto de que os jovens lisboetas adquirem casas no valor de 250 mil euros, Moedas prometeu uma "isenção de IMT para jovens, com menos de 35 anos, a comprar a primeira casa e a transformação dos edifícios devolutos que a Câmara Municipal de Lisboa deixou ao abandono em habitação para jovens com custos ajustados”, como se lê no programa.

Quanto ao turismo, e contrariando as tendências socialistas, Moedas quer potenciar ao máximo o setor na capital, "promovendo concertadamente os destinos nos vários municípios da região", aumentando a "estadia média de cada visitante, a oferta de experiências culturais da cidade" e potenciando o turismo de negócios e conferências, através da construção do Novo Centro de Congressos de Lisboa.

No que respeita aos impostos, o ex-comissário europeu para a capital garante que a Câmara Municipal não vai ficar com "mais uma parcela dos rendimentos através do IRS", prometendo que nada será cobrado aos lisboetas por responsabilidade da CML. Em quatro anos, Moedas aposta numa descida de imposto que pode mesmo chegar aos 5%.

Para os maiores de 65 anos, e em comprovada necessidade, a "fábrica de unicórnios" de Moedas propõe seguros de saúde gratuitos, bem como o direito a um passe gratuito da Carris, que se estende também aos sub-23 lisboetas.

Ainda na mobilidade, Moedas focou-se na EMEL e numa descida de 50% no preço do estacionamento na capital, ao mesmo tempo que encorajou os lisboetas a optarem por transportes públicos e a deixarem de lado o transporte individual.

Jogada favorável ao social-democrata pode ter sido a do comércio, que funcionou como chamariz para todos os pequenos negócios que conseguiram instalar uma esplanada sem o atropelo da burocracia. A promessa é "isentar os quiosques e as esplanadas do pagamento de taxas durante dois anos" e "apoiar financeiramente a instalação de novas esplanadas e a melhoria das existentes".

Ainda nos próximos quatro anos os lisboetas podem ver reconstruídos os mercados municipais do Rato e de São Domingos de Benfica, bem como duas novas apostas neste setor em Belém e em Campolide.

Num pós-pandemia complicado para as empresas, Carlos Moedas investe em formas de voltar a pôr os empresários de pé, prometendo o cheque Recuperar +, que “oferece um apoio a fundo perdido para que quem investe em Lisboa volte a ter uma hipótese de criar valor na cidade”.

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