O Polígrafo Sapo, em publicação feita no dia 9 de setembro de 2021, no seu site na Internet, classificou as afirmações que proferi, em debate entre candidatos à Câmara Municipal de Almada realizado na SIC Notícias no dia 7 de setembro em, a propósito da construção de habitação pública no concelho de Almada, como falsas.

Uma vez que o que afirmei não é, de forma alguma, falso, venho, por este meio, exercer o direito de resposta previsto na Lei de Imprensa, uma vez que considero que a minha honra e dignidade foram afetadas por esta publicação.

O Polígrafo Sapo coloca em causa a minha afirmação, de acordo com a qual [citação retirada do site do Polígrafo] "é extremamente complicado continuar-se a dizer sempre à sombra do Governo que sustenta esta câmara, de se fazer grande campanha eleitoral, levar uma série de ministros e dizer em julho de 2017 'vamos fazer aqui 3500 habitações'. E não é renda apoiada.

 É renda acessível. Porque o IHRU não faz renda apoiada, portanto não é verdade o que aqui foi acabado de afirmar. E o IHRU que tem os seus terrenos no município de Almada só pode construir renda acessível. Renda acessível! Que faz muita falta à classe média, faz muita falta aos jovens e é essencial. Mas eu pergunto: onde é que está a renda apoiada? Que essa é uma ação da Câmara Municipal e não está a ser feito nada relativamente à renda apoiada".

Ora, e se é verdade que cometi um lapso quando me referi a 2017, quando queria dizer 2019 (nem poderia ser de outra forma, uma vez que é evidente que em julho 2017 nem sequer se tinham ainda realizado as eleições autárquicas) o que afirmei não contém nenhum erro nem nenhuma falsidade. A afirmação em causa baseia-se, única e exclusivamente ― e o Polígrafo poderia ter entrado em contacto comigo para esclarecer eventuais dúvidas que subsistissem, o que não aconteceu ― no que são as propostas apresentadas pela Câmara Municipal de Almada presidida por Inês de Medeiros em matéria de construção de habitação no concelho com os fundos a disponibilizar pelo PRR e de acordo com a Estratégia Local de Habitação. De acordo com as propostas da CMA, a autarquia prevê a construção de 3500 fogos de habitação de renda acessível por parte do IHRU na área do Plano Integrado de Almada, os quais o município entende que devem ser contabilizados na resposta pública às necessidades habitacionais de Almada.

Sobre a construção de novas habitações com renda apoiada, não são conhecidas propostas da autarquia ainda presidida por Inês de Medeiros.

Não afirmei que não havia, atualmente, renda apoiada em qualquer bairro de Almada, nomeadamente no bairro Amarelo, nem nada que possa ser entendido como equivalente, pelo que é muito difícil deduzir das minhas palavras o que o Polígrafo escreveu.

Não se entende, pois, na publicação do Polígrafo Sapo que se façam referências a coisas que não afirmei nem poderia afirmar. O Polígrafo Sapo entendeu, contudo, valorizar a réplica que foi dada por Inês de Medeiros, não tentando, sequer, entender o contexto das minhas declarações e, insisto, sem sequer entrar em contacto comigo para tentar clarificar o que foi dito.

Assim, e ao abrigo do determinado na Lei de Imprensa, que me dispenso de citar em detalhe, solicito que a esta minha resposta seja dado exatamente o mesmo destaque que foi dado à publicação em causa e que seja, de imediato, corrigida ou retirada tal publicação, por conter informações manifestamente falsas e que põem em causa a minha honra e dignidade.

À margem desta resposta formal ao abrigo da Lei de Imprensa, permitam ainda que lamente profundamente que um site de fact check como o vosso não seja mais rigoroso.

Com os cumprimentos,

Maria das Dores Marques Banheiro Meira

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Breve nota editorial:

O fact-check do Polígrafo pretendeu responder à seguinte questão, que aliás era o título do texto: "Dores Meira afirma que Instituto da Habitação não faz renda apoiada em Almada. Será?" O Polígrafo avaliou a afirmação como sendo Falsa.

A candidata da CDU afirma, no seu direito de resposta, que não afirmou que não havia, atualmente, renda apoiada em qualquer bairro de Almada e que "não se entende" que se façam "referências a coisas que não afirmei nem poderia afirmar".

O Polígrafo transcreve as declarações da candidata no debate e deixa as conclusões para os leitores:

"É extremamente complicado continuar-se a dizer sempre à sombra do Governo que sustenta esta câmara, sempre à sombra do governo, de se fazer grande campanha eleitoral, levar uma série de ministros ao território e dizer em julho de 2017 'vamos fazer aqui 3500 habitações'. E não é renda apoiada. É renda acessível. Porque o IHRU não faz renda apoiada, portanto não é verdade o que aqui foi acabado de afirmar. E o IHRU que tem os seus terrenos no município de Almada só pode construir renda acessível. Renda acessível! Que faz muita falta à classe média, faz muita falta aos jovens e é essencial. Mas eu pergunto: onde é que está a renda apoiada? Que essa é uma ação da Câmara Municipal e não está a ser feito nada relativamente à renda apoiada."

A avaliação do Polígrafo não sofre qualquer alteração.

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