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Saídas fora de horas não são exclusivo desta época. Os casos de saídas noturnas de jogadores do FC Porto na era Sérgio Conceição

Este artigo tem mais de um ano
A polémica estalou, esta segunda-feira, no FC Porto, por causa da presença de alguns futebolistas numa festa (em véspera de treino) até horas proibidas pelo regulamento do clube. O Polígrafo recorda-lhe broncas semelhantes durante as sete épocas sob o comendo de Sérgio Conceição.

A saída noturna que durou até fora do horário estipulado pelo regulamento interno do FC Porto de, pelo menos, três atletas dos seus atletas (Otávio, William Gomes e Martim Fernandes) não é um caso sem precedentes nos dragões.

No consulado de Sérgio Conceição (2017 a 2024), dois casos de infração aos regulamentos devido ao não cumprimento deste tipo de horários assumiram dimensão pública e um deles até está agora a ser recordado nas redes sociais.

 

 

Éder Militão apanhado na discoteca

 

O FC Porto liderava o campeonato 2018/19 com 1 ponto de avanço sobre o Benfica de Bruno Lage em franca recuperação (já tinha estado a 7 pontos). No dia do jogo da 23.ª jornada (22 de fevereiro), o jornal O Jogo trazia a notícia que teve eco imediato em toda a restante imprensa: Militão estava fora dos convocados do Tondela-FC Porto, a disputar nessa noite, porque fora apanhado nas vésperas do jogo numa discoteca, na festa de aniversário do seu compatriota Luizão (atleta do FC Porto B). Militão tinha feito a esmagadora maioria dos jogos do FC Porto até então (desde a 4.ª jornada, apenas falhara 10 minutos de uma partida). O castigo interno teve reflexos em três jogos: Tondela, Sp. Braga (primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal) contra o Sp. Braga e Benfica (24.ª jornada do campeonato), estes dois últimos no banco dos suplentes, sem utilização.

No final do jogo, na flash interview à Sport TV, Sérgio Conceição reconhecia implicitamente que algo de anormal tinha acontecido:

 

Parafraseando o nosso mestre, o senhor Pedroto, dizia os problemas não se resolvem porque nem chegam a existir. Aqui não há Militões, não há Conceições, não há ninguém: há o FC Porto. Há rigor, há disciplina. Há regras e os jogadores sabem disso. É um assunto interno, que não chega a ser assunto. Resolvemos como resolvemos outros. enho de ver o que é melhor para o grupo de trabalho. Toda a gente merece respeito. Não só os que jogam.

 

A festa de anos da mulher de Uribe que tramou este e outros três colegas

 

Já convocados para o Boavista-FC Porto da 11.ª jornada do campeonato 2019/20, Uribe, Marchesín, Saravia e Luis Díaz viram-se excluídos do estágio no sábado (o jogo era domingo, 10 de novembro). Nesse dia, na conferência de imprensa para o lançamento do jogo, Sérgio Conceição levantava a ponta do véu do que se passara:

Não basta ter contrato, é preciso sentir o clube. Já disse uma vez, sobre o Corona, que não teve um jogo inspirado, mas que esteve bem na transpiração. O importante não é olhar individualmente para um jogador, por mais uma assistência ou outro dado estatístico, mas para aquilo que me dão na atitude. Tenho esses princípios, não é só o bla bla bla

 

Ainda nesse sábado, os factos que originaram este afastamento tornaram-se mais claros: uma festa no dia 8, sexta-feira, que durou até às 5 da manhã, em que participaram os quatro futebolistas sul-americanos. Tratava-se da comemoração do aniversário da mulher de Uribe, e as publicações de vídeos e fotografias do evento nas redes sociais (com a hora registada) não deixavam margem para dúvidas. Marchesín era então titular indiscutível do FC Porto (contratado nesse verão e colocado a titular cinco dias depois de começar a treinar, num jogo da Liga dos Campeões, na Rússia), mas Conceição não hesitou em substituí-lo por Diogo Costa, que, a pouco mais de uma semana de completar 20 anos, se estreava na Liga.

O castigo aos quatro jogadores revelar-se-ia breve (apenas 1 jogo), facto que passou despercebido devido à pausa competitiva (determinada pelo calendário) a seguir à partida do Bessa.

 

Estes foram os casos, com repercussão pública, de saídas noturnas de atletas do FC Porto que violaram as regras do clube, durante o longo período em que o comando técnico da equipa profissional de futebol pertencia a Sérgio Conceição.

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