1)
A afirmação:
“Não tenho memória de alguma vez ter conhecido Virginia Giuffre”
Numa entrevista à BBC, André afirmou não ter qualquer recordação de ter conhecido Virginia Giuffre e disse não ter “memória absoluta” da fotografia em que surge com ela e Ghislaine Maxwell, na altura mulher do magnata americano.
A verdade:
A fotografia existe, circula publicamente desde 2011 e foi sempre o elemento central que contradiz a ideia de que o ex-príncipe não conheceu a então jovem adolescente.
Além disso, em Fevereiro de 2026, foi noticiado que um e-mail de 2015, identificado como “draft statement” e atribuído a Ghislaine Maxwell, “parece confirmar” que a fotografia foi tirada em 2001 em Londres, enquadrando a cena como um encontro em que Giuffre teria conhecido “um número de amigos”, incluindo o então príncipe. Este detalhe é particularmente relevante porque a estratégia de André, ao longo dos anos, passou por sugerir que a fotografia poderia ser falsa ou manipulada.
Avaliação do Polígrafo: Pimenta na Língua
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2)
A afirmação:
“A minha ligação a Epstein foi pessoal e não teve relevância no meu papel público”
Ao longo do caso, André procurou enquadrar a relação com Epstein como um erro de julgamento no plano pessoal, sem implicações no exercício de funções públicas, nomeadamente no período em que foi enviado especial do Reino Unido para o comércio e investimento.
A verdade:
A detenção hoje efetivada é justificada por suspeitas de “misconduct in public office”. Aconteceu da sequência da revelação de e-mails e documentos nos “Epstein files” que sugerem o envio ao magnata americano de relatórios e informação ligada a visitas e atividades oficiais. A Agência noticiosa Reuters revelou a partilha de documentos governamentais confidenciais quando André exercia essas funções. Foi ainda noticiado que há mesmo e-mails que parecem provar o envio de relatórios de visitas oficiais a locais como Hong-Kong, Vietname e Singapura. Hoje, dia 19, o jornal Guardian justifica a detenção com a alegada partilha de relatórios governamentais e informação comercial sensível, incluindo “oportunidades de investimento”, enquanto desempenhava funções públicas.
Avaliação do Polígrafo: Falso
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3)
A afirmação:
“Fui a Nova Iorque [em 2010] para terminar a relação com Epstein e, a partir daí, nunca mais tive contacto com ele”
Na entrevista de 2019, André afirmou que foi a Nova Iorque em dezembro de 2010 para cortar relações com Epstein “cara a cara”, sugerindo que desde então não voltaram a ter qualquer tipo de relação.
A verdade:
Em outubro de 2025, o Guardian noticiou um e-mail de 2011 em que André terá escrito a Epstein “we are in this together” (estamos nisto juntos), incentivando-o a manter-se em contacto – o que contradiz a ideia de que se verificou um corte total em dezembro de 2010.
Avaliação do Polígrafo: Falso
