A taxa Euribor é usada como taxa de referência nos créditos bancários, e existem diferentes prazos com os mais comuns a serem as Euribor a 3, 6 e 12 meses, o que significa que as taxas de juros são actualizadas periodicamente dentro destes prazos.

Num crédito à habitação é preciso ter em conta que o cliente paga mensalmente duas parcelas: a amortização de capital e os juros, isto é, a taxa Euribor mais o spread.

A Euribor reflecte-se assim no valor mensal a pagar ao banco pelo seu crédito à habitação. Se esta taxa subir, a prestação mensal também sobe. Se a Euribor descer, o crédito também vai recuar. Regra geral, as Euribor com prazos mais curtos têm taxas mais baixas. Se em períodos de crise económica isto pode ser uma vantagem, com o recuo rápido das taxas, em períodos de crescimento económico pode representar uma desvantagem, com o aumento gradual das taxas.

Neste momento, as Euribor estão num patamar negativo, tendência que começou em 2015. A taxa mais usada em Portugal no crédito à habitação é a Euribor a seis meses que está agora nos -0,258%, o valor mais elevado desde Junho de 2017, e muito distante dos 4% registados no ano de 2007, antes da crise financeira. Já a Euribor a três meses encontra-se nos -0,318%, a taxa a nove meses atinge os -0,197%, enquanto a Euribor a 12 meses regista o valor de -0,148%.

No médio prazo, e com a economia da Zona Euro em crescimento, a expectativa é que as taxas Euribor voltem a subir. No curto prazo, essa expectativa está aparentemente afastada, depois do Banco Central Europeu (BCE) ter anunciado que a taxa de juro directora vai permanecer inalterada nos 0%, pelo menos, até ao verão de 2019.