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Da lavagem da louça à rega das plantas. Como gastar menos água em tempo de seca e de crise climática

Este artigo tem mais de um ano
A seca é uma preocupação transversal às famílias, às empresas e aos governos. Com o cenário a agravar-se em Portugal e no meio de uma crise climática, o que pode ser feito para reduzir o seu consumo de água doméstico?

Numa altura em que a palavra “seca” entra todos os dias nas casas portuguesas através dos órgãos de comunicação social e das redes sociais – e à medida que estes fenómenos extremos se tornam mais frequentes devido às alterações climáticas -, a importância de mitigar os seus efeitos e de reduzir o consumo de água aumenta. A pensar nisso, o Governo apresentou, no final de julho, uma lista de medidas que passam, por exemplo, pela promoção da redução do consumo de água nos empreendimentos turísticos do Algarve, “nomeadamente na rega de campos de golfe e espaços verdes”. Mas o que podem os cidadãos fazer para gastarem menos água dentro de casa?

Tomar banhos mais curtos e fechar a torneira enquanto se escova os dentes são duas das recomendações mais frequentes quando se fala numa redução do consumo doméstico de água. No entanto, há outras formas menos óbvias de diminuir este gasto.

“Deixar as torneiras bem fechadas”, “aproveitar a água da lavagem de frutas e legumes para regar as plantas” e “fechar a torneira enquanto se ensaboa as mãos” são três dos vários conselhos deixadas na página de Facebook da Autoridade Nacional da Proteção Civil no âmbito da campanha “Vamos fechar a Torneira à Seca”, uma iniciativa promovida pelo Grupo Águas de Portugal e pela Agência Portuguesa do Ambiente.

Na mesma lista de recomendações, pode ler-se que a louça e a roupa não devem ser lavadas “à mão com água corrente”, mas sim “usando o lavatório tapado, alguidar ou bacia”. Além disso, na hora de comprar um eletrodoméstico, escolher máquinas que consumam “menos água e com programas eco” também é uma atitude a adotar. Quem já tem este tipo de máquinas deve usá-las sempre com a “carga máxima”.

Para mais, aconselha-se também a “não deitar na sanita resíduos que devem ir para o lixo”. Neste caso, o objetivo é evitar “as descargas associadas” a este comportamento, que significam um gasto de “entre 10 e 15 litros de água”.

Os autores da campanha aconselham as famílias a aproveitarem “a água do duche, quando está a aquecer, para outros usos”, por exemplo, “nas descargas na sanita ou na lavagem de chão”. Quanto às plantas domésticas convém regá-las “nas horas de menos calor, evitando a evaporação” e “escolher espécies com menor necessidade de água”.

Lavar o carro é uma ação que deve ser evitada, mas se for imperativo fazê-lo não se deve usar mangueira já que este gesto “pode consumir até 400 litros de água”.

Por fim, importa “controlar os gastos de água com a leitura mensal do contador ou da fatura da água” para identificar “consumos anormais e potenciais fugas”.

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EMIFUND

Este artigo foi desenvolvido no âmbito do European Media and Information Fund, uma iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian e do European University Institute.

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