Os dados mais recentes estão compilados nas páginas do Global Carbon Atlas ou do World Economic Forum. Referentes ao ano de 2017, esses dados revelam que a China e os Estados Unidos da América (EUA) são responsáveis por mais de 40% das emissões de CO2 em todo o mundo. A China lidera destacadamente a tabela com 9.839 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono (MtCO2), 27,2% das emissões globais em 2017, seguindo-se os EUA com 5.269 MtCO2, 14,6% das emissões globais.

Atente-se que as emissões da China são quase o dobro comparativamente com as dos EUA, em termos absolutos. Contudo, ao nível per capita, sendo o país mais populoso do mundo, a China nem sequer figura na tabela dos 20 países com mais emissões por habitante, ao passo que os EUA se quedam na 8ª posição.

No que respeita às emissões em termos absolutos, depois da China e dos EUA surgem a Índia (2.467 MtCO2), Rússia (1.693 MtCO2), Japão (1.205 MtCO2), Alemanha (799 MtCO2), Irão (672 MtCO2), Arábia Saudita (635 MtCO2), Coreia do Sul (616 MtCO2) e Canadá (573 MtCO2). Quanto a Portugal, está muito distante destes números, com emissões de cerca de 55 MtCO2 no ano de 2017.

As disparidades entre países são notórias. Mesmo entre os países que estão no topo da tabela de emissões em termos absolutos. A China quase que duplica as emissões dos EUA que, por sua vez, mais do que duplica as emissões da Índia, na terceira posição. Em conjunto, os 15 países com maiores emissões de CO2 representam 72% das emissões globais. Os restantes 180 países de todo o mundo produzem apenas 28% das emissões globais, praticamente ao mesmo nível da China que tem 27,2% das emissões globais em 2017.

Ao nível per capita, a tabela é liderada pelo Qatar (49,2 tCO2 por habitante), seguindo-se Trinidad & Tobago (29,7 tCO2 por habitante), Kuwait (25,2 tCO2 por habitante) e Emirados Árabes Unidos (24,7 tCO2 por habitante). Ou seja, três dos quatro primeiros são países do Golfo Pérsico.

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Cada década é sempre "mais quente do que a anterior"

A OMM das Nações Unidas alertou ontem para o facto de a temperatura na década atual poder atingir um novo recorde, frisando que o aquecimento global está a ficar mais elevado. A agência salientou que os dados preliminares sobre a temperatura entre 2015 e 2019 e entre 2010 e 2019 "são respetivamente, e com quase toda a certeza, o período de cinco anos e a década mais quentes".

No relatório que foi divulgado esta terça-feira na COP25 que decorre em Madrid, a OMM indica que a tendência se mantém desde os anos 1980 e que cada década é sempre "mais quente do que a anterior". As medidas completas do corrente ano ainda não estão totalmente analisadas, mas o organismo adianta que previsivelmente 2019 é "o segundo ou o terceiro ano" mais quente do período que está a ser estudado.

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