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Adeus carvão. Pelo segundo ano consecutivo, está fora das principais fontes de eletricidade da UE

O carvão passou a representar apenas 9,2% da eletricidade da União Europeia (UE), estando agora a energia solar a ser a principal fonte entre os Estados-Membros. A conclusão é dos dados mais recentes divulgados pelo Eurostat.
© Shutterstock

A União Europeia está cada vez mais perto de dizer adeus ao carvão como fonte de eletricidade. Pelo segundo ano consecutivo, o uso deste tipo de recurso voltou a diminuir, dizem os dados mais recentes do Eurostat.

Em 2025, a quota combinada de carvão preto (hulha) e de carvão castanho (lenhite) atingiu um mínimo recorde na produção elétrica comunitária de 9,2%. Dsitribuídos, estes dois componentes representam uma produção de 3,7% e de 5,5%, respetivamente.

Este número consolida a descida abaixo da fasquia dos 10%, que foi alcançada pela primeira vez em 2024, e contrasta com os 35% que o carvão representava na matriz elétrica europeia em 1990, destaca o Eurostat na nota divulgada a propósito destes dados.

A energia solar tem vindo a ganhar terreno na Europa, em particular desde 2024, ano em que gerou 308.516,9 GWh de electricidade na UE, que representa uma percentagem histórica de 11,04% do total produzido. Foi a primeira vez que a energia solar ultrapassou a geração de energia combinada de hulha e lenhite, que somou 271.162,8 GWh (9,71% do total).

A trajetória dos últimos 30 anos tem sido de decréscimo do carvão, que tem sido sucessivamente ultrapassado por outras fontes de energia. Em 1994, pelo calor nuclear, em 2019, pelo gás natural, em 2023, pela energia eólica e hídrica, e, agora em 2024, pela solar.

Em 2025, o carvão preto e o carvão castanho caíram para a sétima e sexta posição, respetivamente, das fontes de eletricidade da União Europeia, aponta o Eurostat.

A mesma entidade sublinha ainda o facto de alguns Estados-Membros estarem a eliminar gradualmente o carvão, quer na totalidade, quer na produção de eletricidade e calor e dá o exemplo de Portugal que em 2021 deixou de utilizar carvão duro na produção de eletricidade. Também a Eslováquia surge como exemplo, já que eliminou gradualmente a produção de carvão castanho em 2024.

Assim, restam oito países da UE como produtores deste tipo de carvão.

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